A estrutura de funcionamento do esporte grego é parecida com a do brasileiro. Dinheiro do governo vai para a confederação olímpica que o repassa, de acordo com critérios próprios, às federações. Exceção é o futebol masculino, que vive com recursos privados.
Com a crise econômica do país, os cortes nos gastos com a preparação de atletas para Londres-2012 chegaram a 84% do previsto em 2008, logo após a Olimpíada de Pequim. A expectativa é que o país obtenha duas medalhas de bronze, nada mais que isso.
Pior: a Olympic Properties S/A, estatal montada para gerir o legado dos Jogos de 2004, quebrou. Como não tem sequer condições de manter a estrutura básica criada para o evento, colocou tudo que estava em seu poder à venda. São as joias da Coroa, como brincam os gregos.
Sem interessados na compra no mercado europeu, não é que já cogitam vender a estrutura para gigantes asiáticos? O problema: se a venda se concretizar, será por valor bem inferior ao investido no começo da década passada pelo governo grego. Falta de planejamento dá nisso…